Filmes e docs brasileiros para ver na Netflix

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Dessa vez, fizemos uma seleção para você que não está muito por dentro do que rola no cinema nacional ou, ainda, quer dar uma refrescada entre uma maratona de séries e outra.

Confira nossa lista com filmes e documentários brasileiros na Netflix que vale a pena assistir.

Entre Nós

A história de “Entre Nós” parece, à primeira vista, aqueles filmes leves que misturam amor e amizade: sete amigos viajam para uma casa de campo. Durante a estadia, decidem escrever cartas uns aos outros e enterrá-las, para serem abertas dez anos depois.

Essa viagem, porém, acaba numa tragédia. Um dos amigos morre nesse mesmo dia. Eles ficam sem se ver e só se reúnem uma década depois. É aí que começa o thriller, com cenas de suspense e drama, onde os amigos irão reviver emoções, resolver pendências do passado e se deparar com segredos.

  • Direção: Paulo Morelli, Pedro Morelli
  • Com: Caio Blat (Felipe), Carolina Dieckmann (Lucia), Maria Ribeiro (Silvana), Paulo Vilhena (Gus), Martha Nowill (Drica), Julio Andrade (Cazé), Lee Taylor (Rafa).

Hoje eu quero voltar sozinho

Esse filme dirigido e escrito por Daniel Ribeiro, é baseado no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho” de 2011. Na história, Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego que está tentando se encontrar e lidar com os dilemas da idade: quer mais independência mas se vê preso nas limitações de visão e no fato de sua mãe ser superprotetora.

Surge então a ideia de fazer uma viagem de intercâmbio. Ele já tinha uma melhor amiga, Giovana, mas a chegada de um novo personagem, Gabriel, um aluno que entra no colégio, começa a despertar sentimentos até então desconhecidos em Leonardo. O filme acompanha essa redescoberta do adolescente, sua mudança na forma de encarar o mundo.

  • Direção: Daniel Ribeiro
  • Com: Ghilherme Lobo, Fabio Audi, Tess Amorim, Lúcia Romano, Eucir de Souza, Selma Egrei, Isabela Guasco.

Nise – O Coração da Loucura

Essa é a cinebiografia de Nise da Silveira, a psiquiatra alagoana (1905-1999) que revolucionou a Psiquiatria no Brasil. Não se trata, entretanto, de uma cinebiografia clássica, dessas que relatam desde o nascimento de um personagem até a morte.

O filme tem um recorte bem específico: mostra no início dos anos 1940, o estudo das artes como forma terapêutica de tratamento dos internos.

Nessa época, os tratamentos psiquiátricos começaram a usar técnicas como eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Nise estava voltando ao exercício da profissão e relutava em adotar os novos métodos. Ela assume a Seção de Terapêutica Ocupacional (STO) do Centro Psiquiátrico do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde passa a por em prática a sua nova forma terapêutica.

  • Direção: Roberto Berliner
  • Com: Glória Pires, Simone Mazzer, Julio Adrião, Flavio Bauraqui.

Flores Raras

Flores Raras também relata uma história verídica e coincidentemente traz Glória Pires em um dos papéis principais. Ela interpreta a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares que vive uma história de amor com a poeta norte americana Elizabeth Bishop, interpretada por Miranda Otto.

O cenário é entre os anos 1950 e 1960 e a poeta sai de Nova York em busca de outros ares no Brasil, que vivia suas efervescências como a construção de Brasília e o hype da Bossa Nova. Ela chega ao Rio de Janeiro para passar uma temporada na casa de uma amiga de faculdade, Mary (Tracy Middendorf), que mora junto com Lota de Macedo.

Duas mulheres fortes e com cabeças à frente de seus tempos, elas se envolvem e essa bela história é contada neste filme de Bruno Barreto.

  • Direção: Bruno Barreto
  • Com: Glória Pires, Miranda Otto, Tracy Middendorf.

O Sal da Terra

O documentário é dirigido pelo renomado diretor Wim Wenders (o mesmo de Pina) com codireção de Juliano Ribeiro Salgado, filho do personagem retratado.

Ele conta um pouco da trajetória do consagrado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e o fato de ter o filho na direção, agrega uma dose de emoção extra.

A base do documentário é acompanhar os bastidores de algumas das fotos mais conhecidas de Salgado. Ele traz depoimentos do fotógrafo contando detalhes de trabalhos em locais na Etiópia, em Mali, em Serra Pelada e Ruanda, que retratam êxodos humanos, migrações, secas, deslocamentos por causa de guerras e genocídios.

Ao final, o doc ainda aborda o trabalho ambiental realizado pelo fotógrafo no Instituto Terra.

  • Direção: Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado

Quanto Tempo o Tempo Tem

Tempo é daqueles temas que nunca se esgotam, né? Nesse doc, filósofos, sociólogos e historiadores dão depoimentos sobre a definição de tempo e abordam questões como: é possível medi-lo? Qual a relação do tempo com a transformação social e econômica, ele influencia a tecnologia e o humano? É uma abordagem ao mesmo tempo complexa, mas que não se torna pesada ao telespectador.

Se você gosta desse tema, fica analisando o passar das horas e se questiona sobre a falta de tempo no mundo contemporâneo, vale a pena assistir e provocar mais reflexões.

  • Direção: Adriana L. Dutra, Walter Carvalho
  • Com: o sociólogo italiano Domenico de Masi, o físico Marcelo Gleiser, a monja Coen Sensei, os filósofos franceses Thierry Paquot e André Comte-Sponville, a escritora Nélida Piñon, o rabino Nilton Bonder, o cineasta Arnaldo Jabor.

Laerte-se

Laerte viveu quase 60 anos como homem (e boa parte deles como pessoa pública, já que é cartunista famoso). Tem três filhos e teve três casamentos. Foi em 2009 que passou a se assumir ao mundo como mulher. É essa transição que o doc dirigido por Lygia Barbosa da Silva e Eliane Brum reflete.

Laerte-se é o primeiro documentário original da Netflix produzido no Brasil e teve três anos de filmagens.

Ele retrata a trajetória da cartunista de uma forma um pouco diferente. Coloca a personagem no divã e vai trazendo reflexões de gênero ao mesmo tempo que mostra Laerte em situações cotidianas, como a visita da manicure à sua casa, o tempo que ela passa com o neto (que o chama de avô), ou as divagações sobre o implante de seios. Tudo permeado com momentos de sensibilidade e olhar apurado das diretoras.

  • Direção: Lygia Barbosa da Silva, Eliane Brum

Ilegal

Você talvez já conheça essa história, já que ela saiu em jornais e revistas, além de programas de TV. Katiele Fischer, 33 anos, é mãe de Anny Bortoli Fischer, de 5 (na época das filmagens). A menina é portadora de uma síndrome que desencadeia um tipo grave e incurável de epilepsia. Desde que nasceu, ela tinha crises frequentes de convulsões, que chegavam até a 80 por semana.

Katiele descobriu que o único remédio que ajudava a acabar com as crises da filha era o canabidiol (CBD), um componente extraído da maconha que não tem efeitos psicoativos. É aí que começa a saga da família: a maconha é proibida no Brasil e, para tratar a filha, Katiele teve que importar a planta do exterior. Tudo isso de forma ilegal.

O doc retrata essa luta e conquista da família. Ela foi a primeira brasileira a conseguir na justiça o uso do extrato derivado da maconha. A história trouxe à tona a discussão sobre o uso da maconha medicinal e fez com que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberasse o Canabidiol- CBD sob recomendação médica.

Um dos pontos do documentário é se voltar contra o preconceito e a desinformação, fatores que atrasam o debate no país.

  • Direção: Tarso Araújo e Raphael Erichsen.

 

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