Baterias dos smartphones: passado, presente e futuro

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Você quer jogar enquanto manda mensagens, escuta música e depois de tudo isso ainda assiste sua série favorita? Então, sua bateria não vai durar muito. Você sabe disso, não é mesmo?

A capacidade de aperfeiçoamento dos smartphones ao longo dos anos é revolucionária, mas as baterias parecem que ficaram pelo caminho e hoje já impedem que os avanços cheguem mais adiante. Veja abaixo como se deu a evolução das baterias usadas nos smartphones.

Passado

No princípio, os aparelhos utilizavam o sistema de Níquel-Cádmio, para os aparelhos portáteis. A bateria era estável, recarregável e menor que os antigos modelos de chumbo, mas tinha um problema: o “efeito memória”. Quem não se lembra do termo “a bateria do celular está viciada”?

A “memória” da bateria se desgastava conforme a periodicidade de recargas e mesmo mostrando 100% de carga, sua capacidade já não era mais integral. E, com isso, a vida útil das baterias acabava rapidamente com o passar do tempo.

Presente

As coisas evoluíram em 1991, quando a Sony lançou a primeira pilha de Lítio-Íon. O conceito já existia, mas o alto custo de produção impedia que essa bateria chegasse ao mercado. Ela armazena mais energia que sua predecessora, não pesa como os outros modelos e não tem o “efeito memória”, ou melhor, não vicia. Do ponto de vista negativo, o custo para sua produção é muito maior que as de Níquel-Cádmio.

Até hoje utilizamos esse formato de bateria para os mais diversos aparelhos: celulares, notebooks, smartchwatches, vídeo games portáteis e mais uma infinidade de outros aparelhos.

O problema neste padrão de bateria é que, cada vez mais, os novos modelos de smartphones requerem mais energia para seu funcionamento. E mais energia requer uma bateria maior em dimensão ou uma bateria mais eficiente. De alguma maneira isso pode começar a atrasar o desenvolvimento de novas tecnologias em um futuro próximo se esse modelo não se tornar mais eficiente.

 

Futuro

Com medo de que os avanços tecnológicos parem ou diminuam seu ritmo, grandes empresas como Google e Apple entraram no mercado e prometem investir em pesquisa para resolver esse dilema.

Alguns estudos já demonstram que o silício pode ser uma boa opção para curto prazo. Atualmente, diversas empresas procuram viabilizar a utilização desse material em baterias. Uma das pesquisas, realizada pela empresa SolidEnergy, se for concretizada, poderá dobrar a vida útil das baterias atuais.

Outros estudos, não tão próximos de serem realizados, indicam que baterias de Lítio-Ar poderiam ser a próxima grande aposta para do mercado, isso porque ela teria uma dimensão muito inferior se comparada com a das baterias atuais.

Existem diversas direções sendo tomadas nesse momento para tentar solucionar esse problema: energia solar, energia cinética, baterias de Sódio-Íon, Magnésio-Íon ou até mesmo LítioEnxofre. Ou seja, está claro que a corrida contra o relógio já começou e, o mais importante, é que a gente não fique sem energia no meio do caminho.

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