5G e o futuro das telecomunicações

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O Mobile World Congress (MWC) é o maior evento de tecnologia móvel do mundo e a edição deste ano aconteceu em fevereiro, em Barcelona.

Como ele é um termômetro das inovações que vem por aí, as empresas de telecomunicação também ficam atentas às discussões propostas a cada ano.

Nessa última edição, por exemplo, foi feito um levantamento sobre os termos mais utilizados durante as sessões do evento. Em primeiro lugar, o termo mais recorrente foi AI (Artificial Intelligence), seguido por 5G, IoT (Internet of Things), Smart e Edge.

Juntos, esses termos também indicam as transformações pelas quais as telecomunicações estão passando e o cenário que tem se apresentado.

Se formos fazer um retrospecto cronológico, há menos de 30 anos era bem caro para uma família de classe média ter um telefone fixo em casa. De lá para cá, num curto espaço de tempo, esse número de telefones fixos já aumentou e já ficou obsoleto, dando lugar aos smartphones.

Hoje em dia, temos no país mais de um smartphone por habitante – são 220 milhões de celulares inteligentes ativos (dados da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP).

E eventos como o MWC trazem ponderações que parecem alarmistas num primeiro momento, mas que provavelmente se concretizarão a curto prazo, como a tese de que o smartphone, como o conhecemos, talvez desapareça em menos de dez anos, o que também afeta diretamente a forma de atuação das operadoras de telefonia.

Tudo isso se deve às transformações que envolvem aquelas palavras-chave citadas anteriormente – todas dependentes de um denominador comum: o 5G.

Aqui no blog, já falamos bastante sobre Inteligência Artificial (confira aqui) e, também, sobre a Internet das Coisas (IoT).

Para complementar esse papo, vamos abordar agora a quinta geração de internet móvel, ou seja, o famoso 5G, essencial para todas essas outras tecnologias, já que é ele quem vai impulsioná-las.

O que é o 5G?

O 5G é a quinta geração de internet móvel, ou seja, uma espécie de evolução do 4G que já conhecemos e utilizamos.  O 5G promete uma velocidade de download e upload de dados pelo menos dez vezes superior ao 4G, além de conexões mais estáveis e cobertura mais ampla.

Qual a diferença entre o 4G e o 5G?

A diferença de velocidade é o maior destaque. E isso se dá porque o 5G é uma nova tecnologia de rádio. O que ela faz é usar de maneira mais otimizada o espectro de rádio, permitindo que uma quantidade maior de dispositivos acessem a internet móvel ao mesmo tempo.

A princípio, pode haver uma variação dessa velocidade porque os clientes irão recebê-la de acordo com espectro de radiofrequência específico utilizado pela sua operadora. E, por sua vez, a operadora também depende do investimento em novas antenas e transmissores.

O que poderemos fazer com o 5G?

Como foi dito, ao otimizar o espectro de rádio, o 5G possibilita lidar simultaneamente com milhares de dispositivos de forma muito mais eficiente. E isso inclui desde o simples uso de um celular passando por sensores de equipamentos, câmeras de vídeo e até iluminação de cidades, por exemplo.

Além disso, estamos presenciando o aumento cada vez maior do consumo de conteúdo em vídeo aliado à mudança para 4K, o que demanda essa agilidade maior de internet móvel.

É nesse cenário que o 5G promete impulsionar várias dessas tecnologias: inteligência artificial, IoT, realidade virtual, Big Data, carros autônomos, cidades inteligentes e muito mais.

Preciso de um novo aparelho para usar o 5G?

Infelizmente sim, os aparelhos precisarão ser renovados para suportar a tecnologia. Mas os fabricantes deverão lançar os aparelhos 5G apenas quando as novas redes estiverem prontas (estima-se que seja no fim de 2019). Vale lembrar que esses telefones irão permitir que o usuário alterne entre as redes 4G e 5G.

Entre as fabricantes interessadas nessa empreitada estão LG, HTC, Oppo, HMD, ZTE, Xiaomi, Vivo, Sony, Asus, Fujitsu, Sharp, Sierra Wireless, Netgear, Netcomm Wireless, Telit, WNC, Wingtech e Inseego. A Samsung e a Apple ainda têm pendências a resolver sobre o assunto.

Quando teremos acesso ao 5G?

Tudo muito legal, né? Mas a pergunta que não quer calar é: quando poderemos utilizar o 5G em terras tupiniquins?

Inicialmente, a previsão de lançamento no mercado mundial era em 2020. Mas segundo a Qualcomm, pode haver uma antecipação para 2019. Países como a Coreia do Sul e a China prometem estrear a tecnologia em 2019.

No Brasil, o papo é mais devagar. Durante o MWC, Sebastián Cabello, diretor da GSMA para a América Latina (organização que padroniza as telecomunicações móveis no mundo), afirmou que o 5G só chega realmente em 2025.

Segundo ele, a implantação da tecnologia deve começar em 2020. Depois disso, a partir de 2023, o grande público pode começar a aproveitar o novo padrão. E, finalmente, em 2025, o 5G estará mais disseminado pelo Brasil e pela América Latina.

Já a previsão do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) é mais lenta. Eles dizem que a rede só deve se popularizar por aqui em meados de 2030 pelo fato de não haver infraestrutura e modelos de negócios adequados.

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